Realizador de Cinema & Filmmaker

Baseado em Lisboa, a trabalhar em Portugal EN · Disponível para projectos seleccionados na Europa e em todo o mundo.

Ilustração retro a preto e branco de Diogo Pessoa de Andrade, realizador de cinema e filmmaker em Lisboa, Portugal.
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Um realizador é como um maestro que começa muito antes de a orquestra chegar
e termina quando as luzes se apagam e todos os olhos se voltam para o ecrã.

Realização: Encontrar o Ponto de Vista

A mesma história pode dar origem a filmes muito diferentes, dependendo dos olhos através dos quais a vemos. Para mim, a realização começa com essa escolha: onde colocar o espectador, o que revelar, o que deixar fora de campo e o que deixar por dizer. Para criar uma história, um conceito ou uma ideia, não são precisos olhos — é preciso visão. Os olhos tornam-se essenciais mais tarde, quando essa visão tem de ser traduzida em imagens, interpretações, luz, som e movimento. Uma conquista técnica pode transformar-se numa história familiar contada através da curiosidade das crianças; uma prática cultural familiar pode abrir caminho a questões sobre identidade e vida quotidiana.

Um realizador orquestra a forma como a história é vivida, não apenas aquilo que acontece nela. Uma cena íntima pode ser explícita e prolongada, ou reduzida a um olhar, um som, roupa deixada no chão e o silêncio que fica depois. A violência, a guerra ou a catástrofe podem ser mostradas em detalhe físico, ou sugeridas através de um rosto, uma reacção, uma notícia na rádio, uma página de jornal ou as consequências deixadas para trás. Através da mise-en-scène, do enquadramento, da elipse e do espaço fora de campo, aquilo que é omitido pode ser tão expressivo como aquilo que é mostrado. A câmara conta-nos através do que revela, mas também através do que nos permite imaginar.

Isso vai muito além da direcção de actores. A distância e a escala da câmara, a direcção de arte, a luz, o desenho de som, o silêncio, a música, a montagem e o tratamento do tempo e do movimento moldam a proximidade, a tensão e o ritmo. Um grande plano pode colocar-nos dentro da reacção de uma personagem; um plano geral pode criar distância ou isolamento. O slow motion e a captação em altas taxas de fotogramas podem revelar gestos, impactos ou detalhes quase impossíveis de perceber à velocidade normal, enquanto movimentos de câmara enérgicos, acção rápida e montagem mais acelerada podem criar urgência, caos ou intensidade física. Um acontecimento pode nunca entrar no enquadramento e, ainda assim, ser plenamente construído na mente do espectador através do som, da reacção e da sugestão — por vezes como escolha criativa, por vezes como solução de produção inteligente e, sobretudo no documentário, por vezes porque não existe qualquer imagem do acontecimento descrito.

Estas escolhas de realização aplicam-se a diferentes géneros e formatos — da ficção narrativa e do documentário aos videoclipes, publicidade, branded content e filmes corporate. Algumas produções precisam de uma cena cuidadosamente escrita e de uma direcção de actores precisa; outras precisam de tempo, confiança e espaço para que algo não planeado possa acontecer. Trabalho entre essas abordagens, decidindo quando orientar a acção e quando observar, quando mostrar e quando sugerir. O realizador é o filtro através do qual a realidade do filme ganha forma. Os projectos abaixo mostram como essas decisões tomam forma no ecrã e o pensamento que existe por detrás delas.

Documentário, Histórias Humanas & o Valor do Real

O documentário e as histórias humanas estão entre as formas de cinema que mais me interessam. O seu valor começa por algo muito simples: as pessoas, os lugares e os momentos diante da câmara existem realmente.

No documentário, o acesso não pode ser fabricado. Pode levar dias, semanas ou meses a compreender um lugar, conquistar a confiança de alguém ou chegar ao momento em que uma pessoa deixa de responder à câmara e simplesmente fala. Uma hesitação, um silêncio inesperado, uma contradição, um gesto entre duas pessoas ou um acontecimento que ninguém antecipou podem mudar a direcção de um filme inteiro. Estes momentos importam precisamente porque não foram concebidos para acontecer.

A cultura também vive em coisas difíceis de traduzir literalmente: um gesto, um silêncio, um sotaque, uma expressão local ou uma palavra cujo significado muda completamente com o contexto. “Ai o camano!” é o tipo de expressão portuguesa que eu não recomendaria repetir só porque uma ferramenta de tradução julga compreendê-la. Compreender uma cultura não é o mesmo que traduzir as palavras que utiliza.

Isso também traz responsabilidade. Pessoas reais não são matéria-prima. As suas histórias existem dentro de contextos pessoais, sociais e culturais, e realizá-las exige discernimento sobre proximidade, representação, dignidade e sobre aquilo que deve — ou não deve — fazer parte do filme final. O respeito e a ética fazem parte do processo de realização, não são algo acrescentado depois de as imagens terem sido captadas.

A tecnologia pode transformar a forma como os filmes são feitos, e utilizo novas ferramentas quando servem genuinamente o projecto. Mas há formas de cinema cujo valor nasce da presença física, das relações humanas e de testemunhar a realidade à medida que acontece. Uma imagem documental tem valor não apenas pelo que mostra, mas porque alguém esteve realmente lá quando aquilo aconteceu.

Trabalhos Seleccionados de Realização

Uma selecção de filmes publicitários, documentais, de marca, musicais e de viagem. Abra cada processo de realização para conhecer as escolhas criativas, os desafios de produção e as colaborações por detrás do trabalho final.

Sikat Subar — Realização de um Documentário Observacional de Longa-Metragem

2023 · Documentário de longa-metragem, 94 minutos · Timor-Leste

“Como abordar uma prática cultural profundamente enraizada sem a reduzir a espectáculo?”

Sikat Subar — A Hidden Colorful Feather é o meu primeiro documentário de longa-metragem, desenvolvido e filmado durante um período prolongado em Timor-Leste. O filme explora as lutas de galos não apenas como espectáculo de arena, mas através das suas ligações à história, identidade cultural, ritual, subsistência, saúde pública, género e vida quotidiana.

O documentário passou por mais de 40 festivais internacionais de cinema em quatro continentes, recebendo sete prémios, cinco menções honrosas, uma distinção de semi-finalista e três nomeações. Para além do circuito de festivais, Sikat Subar conseguiu distribuição internacional, incluindo disponibilidade no Japão na U-NEXT, e encontra-se também catalogado pelo Heritage Broadcasting Service, operado pelo Archaeological Legacy Institute.

O filme entrou também em contextos académicos e de arquivo: foi exibido na Sophia University in Tokyo em 2025, no âmbito de um seminário de Estudos Asiáticos sobre Timor-Leste pós-independência; o documentário concluído encontra-se arquivado no Blinken OSA Archivum at Central European University, e mais de 100 horas de imagens originais de produção foram doadas ao Centro Audiovisual Max Stahl Timor-Leste para preservação a longo prazo.

Explorar o processo de realizaçãoInvestigação, realização observacional, estratégia visual, montagem e som de localização.

Enquanto criador original, autor, produtor principal, realizador e director de fotografia, acompanhei o projecto desde a investigação e o acesso, passando pela filmagem e som de localização, até à construção da narrativa final. A abordagem de realização foi imersiva e observacional, permitindo que pessoas, lugares e contradições emergissem sem forçar o tema para uma argumentação simplista. A pós-produção foi concluída em co-produção com a FilmesDaMente.

O documentário passou por mais de 40 festivais internacionais de cinema em quatro continentes, recebendo sete prémios, cinco menções honrosas e uma distinção de semi-finalista, além de três nomeações. Depois do percurso em festivais, o filme continuou a chegar a públicos especializados e internacionais através de distribuição internacional, incluindo disponibilidade no Japão na U-NEXT. Encontra-se também catalogado pelo Heritage Broadcasting Service (Heritage SVOD), operado pelo Archaeological Legacy Institute, organização responsável pelo The Archaeology Channel.

O filme entrou também em contextos académicos e de arquivo. Em Janeiro de 2025, foi exibido na Sophia University in Tokyo no âmbito de um seminário de Estudos Asiáticos sobre a vida e a sociedade no Timor-Leste pós-independência. Mais de 100 horas de imagens documentais originais gravadas durante a produção foram doadas ao Centro Audiovisual Max Stahl Timor-Leste, enquanto o documentário concluído foi posteriormente arquivado no Blinken OSA Archivum at Central European University, contribuindo para a sua preservação a longo prazo e disponibilidade para investigação.

Prémios e menções honrosas em festivais:

  • FINDECOIN — Venezuela · Melhor Longa-Metragem Documental · 2025
  • Xposure International Film Awards — Emirados Árabes Unidos · 2.º lugar — Longa-Metragem Documental · 2025
  • All that Moves International Film Festival — Brasil · Menção Honrosa · 2025
  • Blue Chair (anteriormente Luang Prabang Film Festival) — República Democrática Popular do Laos · Menção Honrosa · 2024
  • Festival De Cine Antigua — Guatemala · Menção Honrosa · 2024
  • Tokyo Documentary Film Festival — Japão · Semi-Grand Prize — Anthropology and Ethnographic Film · 2024
  • Imo International Film Festival — Nigéria · Melhor Documentário de Longa-Metragem · 2024
  • Old Towne Film Festival — EUA · Menção Honrosa — Conflict, Feature Film · 2024
  • Cindependent Film Festival — EUA · Menção Honrosa · 2024
  • Mostra Livre de Cinema — Brasil · Melhor Filme — Competição Internacional · 2024
  • Boden International Film Festival — Suécia · Melhor Documentário de Longa-Metragem · 2024
  • Festival Internacional de Cine Independiente de Madrid (FICIMAD) — Espanha · Melhor Direcção de Fotografia Documental — categoria Feature Movies · 2024

Para o registo completo de selecções oficiais, nomeações e outras distinções em festivais, utilize a ligação abaixo.

FilmeSikat Subar — A Hidden Colorful Feather
FormatoDocumentário de longa-metragem · 94 minutos
Criador, Autor & RealizadorDiogo Pessoa de Andrade
Produtor Principal & DoPDiogo Pessoa de Andrade
Co-produção de Pós-produçãoFilmesDaMente
LocalTimor-Leste

Investigação, acesso e ponto de vista: O filme dependeu do tempo passado a observar o mundo social em torno do futu manu — lutas de galos em tétum — e da obtenção de acesso a pessoas e situações que não podiam ser encenadas para a câmara. O objectivo foi olhar para além da violência imediata da arena e compreender a prática dentro de um sistema cultural, histórico e económico muito mais amplo.

Realização observacional: Realizar um documentário desta natureza significou criar as condições para que a realidade se desenrolasse, tomando ao mesmo tempo decisões constantes sobre proximidade, duração, ética e contexto. A câmara alterna entre uma observação humana íntima e uma visão mais ampla dos ambientes em que a tradição existe.

Estratégia visual e de produção: Trabalhar simultaneamente como realizador e director de fotografia permitiu que o ponto de vista do filme respondesse directamente a acontecimentos imprevisíveis. Imagens aéreas, captação em alta velocidade e imagens observacionais detalhadas foram usadas de forma selectiva, não como espectáculo em si mesmas, mas para revelar relações entre pessoas, animais, paisagem e ritual.

Montagem e construção narrativa: A história acabou por ser construída a partir de um vasto corpo de imagens, em vez de uma sequência de cenas pré-determinada. A pós-produção tornou-se uma continuação do processo de realização: encontrar ligações, contrastes e gestos recorrentes capazes de conduzir o espectador através de um tema complexo sem reduzir as suas contradições.

Som de localização e universo sonoro: O som de produção foi gravado como parte do material documental. Vozes, multidões, animais, movimento e ambientes acústicos em mudança fornecem contexto físico e cultural, dando às imagens uma realidade vivida que não poderia ser criada apenas através do visual.

Huawei — The Power of an Engineer’s Promise

2022 · Curta-metragem publicitária e branded · Portugal

“Como transformar o compromisso técnico de um engenheiro numa história humana emocionalmente envolvente?”

Baseado numa história verídica, o filme acompanha Luis Siopa, engenheiro do escritório português da Huawei que, durante a pandemia, ficou impossibilitado de entrar no laboratório de um cliente. Determinado a cumprir a promessa e entregar o trabalho a tempo, recriou na sua própria garagem o processo necessário de instalação e testes.

Explorar o processo de realizaçãoDesenvolvimento de argumento, direcção de actores, colaboração visual e pós-produção.

Em vez de apresentar a conquista através de um testemunho corporate convencional, escrevi a história do ponto de vista dos dois filhos de Luis. A curiosidade deles transforma a actividade técnica na garagem num pequeno mistério familiar, permitindo que o filme revele compromisso, engenho e cuidado através das personagens e da acção. O meu trabalho abrangeu o argumento e a realização, trabalhando com o Director de Fotografia Victor Santos e com a restante equipa de produção e pós-produção para manter alinhadas as interpretações, a imagem e a intenção narrativa.

ClienteHuawei
FormatoCurta-metragem publicitária / branded
Argumento & RealizaçãoDiogo Pessoa de Andrade
Director de FotografiaVictor Santos
ProdutorLindsay Liu
Assistente de VídeoPedro G. Santos
Montagem & Pós-produçãoFilmesDaMente
LocalPortugal

Conceito criativo e argumento: O desafio central foi transformar uma conquista especializada de engenharia numa história que pudesse ser compreendida emocionalmente, em vez de explicada tecnicamente. O ponto de vista das crianças forneceu o dispositivo narrativo: observam a actividade invulgar do pai sem compreenderem inicialmente o que ele está a construir ou porque é importante.

Realização e interpretação: A relação familiar precisava de transmitir calor e credibilidade, mantendo ao mesmo tempo uma progressão dramática clara. Gestos, olhares e reacções foram usados para revelar as personagens e conduzir gradualmente o espectador da curiosidade ao significado da promessa.

Colaboração criativa: A separação entre as funções de realização e direcção de fotografia torna este um exemplo particularmente relevante do meu trabalho como realizador. Defini o argumento, o tom emocional e a progressão narrativa, colaborando com Victor Santos na tradução visual dessa intenção e com a equipa de produção na execução prática das cenas.

Pós-produção: A montagem e finalização foram concluídas pela FilmesDaMente. O filme mantém a mensagem corporate dentro da história, permitindo que os valores da Huawei surjam das acções de Luis, em vez de afirmações promocionais.

Go With The Wind — Um Retrato Documental de Marca

2024 · Documentário biográfico de marca · 14 min 39 seg

“Como pode a vida de uma fundadora revelar a identidade de uma marca sem se transformar num filme promocional convencional?”

Este documentário biográfico acompanha Scarlet, fundadora da marca de moda Go With The Wind, desde a infância e influências culturais até ao desenvolvimento de uma identidade criativa internacional. A sua história reúne resiliência, viagem, artesanato e um diálogo contínuo entre estética tradicional e design contemporâneo.

Explorar o processo de realizaçãoNarrativa centrada na personagem, estrutura documental, ritmo visual, música e atmosfera.

O filme trata a marca como resultado de um percurso vivido, e não como um produto a publicitar. Memórias pessoais, prática criativa, paisagem e comunidade juntam-se para criar um retrato íntimo da pessoa por detrás do trabalho. A música integra-se com o som ambiente para sustentar uma atmosfera imersiva e conduzir o espectador entre reflexão, movimento e descoberta.

Protagonista & MarcaScarlet · Go With The Wind
FormatoDocumentário biográfico branded
Realizador / FilmmakerDiogo Pessoa de Andrade
Ano & Duração2024 · 14 min 39 sec

A pessoa antes da marca: A abordagem de realização começa por Scarlet enquanto pessoa — as suas memórias, influências e compreensão da liberdade — e permite que o significado da marca emerja desse retrato. Isto evita o tom de um filme promocional convencional e oferece ao público um ponto de ligação humano.

Estrutura documental: O testemunho pessoal combina-se com observações do trabalho criativo, do lugar e da comunidade. O filme move-se entre biografia e prática actual, utilizando cada elemento para revelar como a experiência se transformou numa filosofia de design.

Tom visual e ritmo: As imagens são construídas em torno da textura, do movimento e de uma relação próxima com os ambientes envolventes. O ritmo mantém a paciência necessária para que a protagonista fale, preservando ao mesmo tempo uma progressão cinematográfica ao longo do formato mais extenso.

Música e atmosfera: A música e o som ambiente são tratados como partes da narrativa, e não como uma camada decorativa. A sua interacção ajuda a ligar diferentes momentos e lugares, mantendo o sentido de liberdade, intimidade e descoberta cultural no centro do filme.

GizmoMusix — Tu És Meu Fado

2023 · Videoclipe narrativo · Lisboa e Algarve

“Como pode uma memória profundamente pessoal transformar-se numa história visual sem ilustrar a canção de forma demasiado literal?”

Tu És Meu Fado de GizmoMusix feat. DUI MC é um videoclip narrativo de Fado contemporâneo inspirado numa história real que marcou profundamente o compositor. Filmado entre Lisboa e o Algarve, reflecte sobre amor, ausência, memória, palavras não ditas, despedida e passagem do tempo.

Com ampla liberdade criativa, desenvolvi o argumento e o conceito e trabalhei no scouting de locais, casting, produção local, realização, direcção de fotografia, montagem e pós-produção. Propus também integrar o rapper DUI MC no projecto como contraponto urbano contemporâneo à linguagem emocional tradicional do Fado português. O videoclip tem um prémio documentado: venceu o The Lumix Experience My Best Film Contest da Panasonic Europe em 2024. Não estão actualmente documentadas outras selecções em festivais para este projecto.

Explorar o processo de realizaçãoArgumento, casting, locais, direcção de actores, ritmo musical e montagem.

Com total liberdade criativa, desenvolvi o argumento e traduzi o núcleo emocional da canção numa narrativa filmada entre o Algarve e Lisboa. O meu trabalho incluiu scouting de locais, casting, produção local, realização, direcção de fotografia, montagem e pós-produção. Introduzi também o rapper DUI MC no projecto, criando um contraponto contemporâneo à linguagem tradicional e à herança emocional do Fado.

Reconhecimento em festivais: O videoclip tem um prémio documentado.

Prémio:

  • Panasonic Europe — The Lumix Experience My Best Film Contest · Vencedor · 2024
ArtistaGizmoMusix feat. DUI MC
FormatoVideoclipe narrativo · 4 min 33 seg
Produtor ExecutivoGizmoMusix
Produtor Local, Realizador & DoPDiogo Pessoa de Andrade
Montagem & Pós-produçãoDiogo Pessoa de Andrade
AssistenteGaspar Costa

Da música à história: A canção já continha uma história emocional poderosa, mas o filme precisava da sua própria linguagem dramática. O argumento foi por isso desenvolvido em torno de gestos, ausência e memória, deixando espaço para o público sentir a perda em vez de explicar cada parte.

Casting e interpretação: As interpretações foram dirigidas para a contenção. Olhares, pausas e distância física transportam grande parte da informação emocional, ajudando a história a manter-se credível e evitando que as imagens se sobreponham à canção.

Os locais como geografia emocional: Lisboa e o Algarve foram escolhidos não apenas como cenários atractivos, mas como espaços contrastantes através dos quais memória, intimidade e separação pudessem ser expressas. O scouting e a produção local fizeram parte da construção dessa progressão.

Música, ritmo e montagem: O Fado fornece a base emocional, enquanto a passagem de rap introduz uma forma de expressão mais contemporânea. O ritmo visual e a montagem foram construídos em torno desse diálogo, respondendo ao fraseado musical e preservando a continuidade da narrativa.

Stones on the Path — Um Microdocumentário Centrado nas Pessoas

2017 · Documentário de um minuto · Curta-metragem premiada

“Quanto de uma vida pode um filme revelar em sessenta segundos?”

Stones on the Path é um documentário de um minuto sobre Aldomiro Manuel Rocha dos Santos e Pedro da Silva Baptista, dois homens a viver num centro de acolhimento que encontraram uma forma de melhorar as suas circunstâncias através de arte urbana criada com pedras de rio. O filme centra-se na criatividade, no trabalho, na dignidade e na capacidade de acção pessoal, em vez de definir os protagonistas através da adversidade.

Escrevi, produzi e realizei o filme, assumindo também a direcção de fotografia e as filmagens de drone. Apesar da duração de apenas um minuto, o documentário recebeu cinco prémios e distinções — quatro vitórias e uma Menção Honrosa — além de oito selecções oficiais adicionais em festivais. Entre eles estão o Grand Prix no MISTER VORKY Film Festival, Melhor Filme Português no M Film Festival e duas vitórias no Berlin Flash Film Festival.

Explorar o processo de realizaçãoEconomia visual, dignidade documental, produção ágil e música original.

A duração de um minuto exigiu uma forma extremamente concentrada de narrativa documental. Em vez de definir os protagonistas através da adversidade, o filme centra-se na imaginação, no trabalho e na capacidade de acção pessoal. Fui responsável pela escrita, produção, realização, direcção de fotografia e filmagens de drone, acompanhando o projecto desde a ideia inicial até ao processo completo de produção.

Reconhecimento em festivais: O documentário de um minuto tem 13 reconhecimentos documentados em festivais: cinco prémios ou distinções e oito selecções oficiais adicionais.

Prémios e distinções:

  • Festival Ecovídeo Lisboa Natura — Portugal · 1.ª Menção Honrosa · 2020
  • MISTER VORKY Film Festival — Sérvia · Grand Prix de Melhor Filme · 2019
  • M Film Festival — Portugal · Melhor Filme Português · 2019
  • Berlin Flash Film Festival — Alemanha · Vencedor — Annual Overall Category · 2019
  • Berlin Flash Film Festival — Alemanha · Vencedor — Micro Short Documentary · 2018

Selecções oficiais adicionais:

  • 3in1 Film Fest — Portugal · Selecção Oficial · 2021
  • Open Air Filmfest Weiterstadt — Alemanha · Selecção Oficial · 2019
  • Big Teeth Small Shorts Film Festival — EUA · Selecção Oficial · 2019
  • UnderGround UGFF — Itália · Selecção Oficial · 2019
  • PiGrecoZen FilmFest — Itália · Selecção Oficial · 2019
  • 27th Croatian One-Minute Film Festival · Selecção Oficial · 2019
  • Concurso Europeo de Creación Audiovisual CTL 59 segundos — Espanha · Selecção Oficial · 2019
  • Curtas em Flagrante — Portugal · Selecção Oficial · 2018
ComAldomiro Manuel Rocha dos Santos · Pedro da Silva Baptista
FormatoDocumentário de um minuto
Autor, Produtor & RealizadorDiogo Pessoa de Andrade
Direcção de Fotografia & DroneDiogo Pessoa de Andrade
Canção OriginalImprovisação de um desconhecido junto ao rio
Duração1 minuto

Compressão e economia visual: Com apenas sessenta segundos disponíveis, cada plano tinha de apresentar personagem, estabelecer contexto ou fazer avançar a história. O processo de realização centrou-se em identificar os poucos gestos e imagens capazes de sugerir um percurso humano muito mais vasto.

Dignidade documental: Os protagonistas não são apresentados como exemplos passivos de pobreza ou exclusão. O filme observa antes a sua habilidade, companheirismo e capacidade de transformar um material comum em arte e possibilidade.

Produção de pequena escala: Trabalhar entre escrita, produção, realização e imagem permitiu manter proximidade com os protagonistas e reagir rapidamente ao que surgia. A produção foi mínima, mas as escolhas narrativas foram deliberadas.

Música e lugar: A canção original foi uma improvisação de um desconhecido encontrado junto ao rio. A sua qualidade imperfeita e espontânea pertence ao mesmo mundo físico e humano das imagens, dando ao filme uma voz musical que não poderia ter sido criada por uma banda sonora genérica.

Lisbon, We Can Enjoy Life! — Realizar um Retrato da Cidade

2016 · Documentário de viagem e cidade · 6 min 52 seg

“Como retratar Lisboa como uma cidade vivida, em vez de uma colecção de postais familiares?”

Criado para a Streemfire GmbH no âmbito de uma iniciativa internacional de filmes de viagem, Lisbon, We Can Enjoy Life! é um pequeno documentário de viagem e cidade que combina investigação documental com uma estrutura ligeiramente ficcionada. Antes de escrever o filme, entrevistei estrangeiros a viver em Portugal sobre a sua experiência de Lisboa; essas conversas deram origem a dois recém-chegados ficcionais cujas perspectivas paralelas conduzem o espectador através de habitantes, tradições, vida quotidiana e zonas reconhecíveis e menos conhecidas da cidade.

Trabalhei na investigação, escrita, realização, direcção de fotografia, captação aérea, montagem e pós-produção, incluindo algumas das minhas primeiras imagens aéreas. O filme recebeu quatro prémios e distinções — três prémios e uma Menção Honrosa — além de 15 selecções adicionais em festivais internacionais e presenças como finalista. Entre eles estão Melhor Documentário no Arouca Film Festival, o Golden Maple para Melhor Filme Turístico Internacional no Jahorina Film Festival e o Prémio do Público no World Wide Virtual Film Festival.

Explorar o processo de realizaçãoInvestigação documental, perspectivas ficcionadas, retrato urbano, imagens aéreas e execução independente.

Antes de escrever o filme, entrevistei estrangeiros a viver em Portugal sobre a sua experiência de Lisboa. Essas conversas informaram o diálogo de dois recém-chegados ficcionais — um homem e uma mulher — cujos percursos paralelos fornecem a estrutura narrativa. À sua volta, o filme observa habitantes, tradições, encontros quotidianos, locais menos conhecidos e algumas das minhas primeiras imagens aéreas.

Reconhecimento em festivais: O filme tem 19 reconhecimentos documentados em festivais: quatro prémios ou distinções e 15 selecções adicionais ou presenças como finalista.

Prémios e distinções:

  • World Wide Virtual Film Festival — EUA · Prémio do Público · 2017
  • Arouca Film Festival — Portugal · Melhor Documentário · 2016
  • Jahorina Film Festival — Bósnia e Herzegovina · Golden Maple — Melhor Filme Turístico Internacional · 2016
  • Wine & Flavours Film Festival — Portugal · Menção Honrosa · 2016

Selecções adicionais e presenças como finalista:

  • Jaipur Film World — Índia · Selecção Oficial · 2017
  • IBIZACINEFEST · Selecção Oficial · 2017
  • Bradford Small World Film Festival — Reino Unido · Selecção Oficial · 2016
  • LIFFY — Latino and Iberian Film Festival, Yale MacMillan Center — EUA · Selecção Oficial · 2016
  • VIVA Film Festival — Bósnia e Herzegovina · Selecção Oficial / Finalista · 2016
  • Sciuridae Film Festival — EUA · Selecção Oficial · 2016
  • SEDIFF — Seoul ICARUS Drone International Film Festival — Coreia do Sul · Selecção Oficial · 2016
  • FreeNetWorld International Film Festival — Sérvia · Selecção Oficial · 2016
  • MINIDOC — Espanha · Selecção Oficial / Finalista · 2016
  • II Lucca Film Festival · Selecção Oficial · 2016
  • SILAFEST — The International Festival of Tourist and Ecology Film — Sérvia · Selecção Oficial · 2016
  • Tourfilm Festival Prague — República Checa · Selecção Oficial · 2016
  • Zagreb Tourfilm Festival — Croácia · Selecção Oficial · 2016
  • Baku International Tourism Film Festival — Azerbaijão · Selecção Oficial · 2016
  • Golden Frames Film Festival — Índia · Selecção Oficial · 2016
Cliente / PlataformaStreemfire GmbH
FormatoDocumentário de viagem e cidade
Autor, Realizador & FilmmakerDiogo Pessoa de Andrade
Direcção de Fotografia & Imagens AéreasDiogo Pessoa de Andrade
Montagem & Pós-produçãoDiogo Pessoa de Andrade
ComFilipe Carvalho · Suzana Branco

Da investigação à ficção: As entrevistas realizadas antes da produção não foram utilizadas como testemunhos convencionais de talking head. Em vez disso, as observações e experiências tornaram-se matéria-prima para duas personagens escritas, combinando percepção documental com um dispositivo narrativo ficcional.

Perspectivas paralelas: Os dois recém-chegados permitiram ao filme percorrer diferentes zonas de Lisboa mantendo uma estrutura clara. Os seus pensamentos separados criam um diálogo sobre chegada, descoberta e a possibilidade de pertença.

A cidade como personagem: A direcção visual procura habitantes, gestos, tradições e espaços menos vistos, a par da arquitectura reconhecível. As imagens aéreas ampliam a geografia, enquanto a observação ao nível da rua preserva a sensação de um lugar habitado.

Execução independente: Trabalhei na investigação, escrita, realização, direcção de fotografia, captação aérea, montagem e pós-produção. Este processo integrado permitiu que as entrevistas originais, as vozes escritas e as imagens observadas se desenvolvessem como um retrato coerente da cidade.

A Minha Abordagem à Realização

Um realizador dá ao filme um ponto de vista coerente. O meu papel é ligar o objectivo do projecto à história, interpretação, imagem, ritmo e som — e manter essa intenção desde a primeira conversa até ao corte final.

Conceito, Investigação & Tratamento

Encontrar a ideia central, refinar o brief ou argumento e definir o que o público deve compreender, sentir e recordar.

Actores, Participantes & Pessoas Reais

Criar as condições para interpretações credíveis, entrevistas naturais e uma presença humana genuína — construindo a confiança, o tempo e o espaço que permitem às pessoas revelar algo, em vez de simplesmente representar para a câmara.

Direcção Visual & Produção

Trabalhar com a direcção de fotografia, direcção de arte, locais, guarda-roupa e equipa para que cada decisão visual pertença ao mesmo filme.

Montagem, Som & Corte Final

Dar forma à estrutura, ritmo, desenho de som, música, cor e finalização para que a intenção original sobreviva até à entrega.

Realização em diferentes formatos e escalas de produção

Realizo ficção narrativa, documentários criativos e observacionais, publicidade, branded content, videoclipes, filmes corporate e institucionais, projectos culturais e trabalhos híbridos ou assistidos por IA seleccionados. O modelo de produção adapta-se ao projecto. Para produtores, agências e produtoras que procuram um realizador de cinema em Lisboa, posso integrar uma equipa existente ou reunir uma equipa focada e os recursos de produção adequados através de parceiros de confiança em Portugal.

Esta flexibilidade permite manter o processo de realização pessoal e criativamente coerente, dimensionando ao mesmo tempo equipa, equipamento e logística às necessidades reais de cada filme.

Vamos Dar Forma ao Seu Próximo Filme

Fale-me da ideia, do público a que se destina, do formato e do contexto de produção. Posso entrar no projecto durante o desenvolvimento criativo, realizar dentro da sua estrutura de produção existente ou ajudar a reunir a equipa focada e os recursos necessários.




Creative Visuals por Diogo Pessoa de Andrade

Serviços Profissionais de Cinema e Produção de Vídeo de Alto Nível em Portugal
Realizador, Filmmaker, Produtor & Director de Fotografia (DoP)
Baseado em Lisboa · Disponível para projectos em Portugal, Europa e em todo o mundo.
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